6 de nov de 2014

Prejuízo do Facebook com WhatsApp chega a US$ 232 milhões em 6 meses

Posted by Semeando Paz on 6.11.14No comments

A um custo de US$ 22 bilhões a rede social, app teve prejuízo de 293%.
Facebook, por outro lado, registrou lucro 89% maior, de US$ 806 milhões.

Do G1, em São Paulo

 
Aplicativos WhatsApp e Facebook em celular. (Foto: AP)
O Facebook revelou em documentos enviados à autoridade financeira dos Estados Unidos nesta quarta-feira (28) ter tido prejuízo nos seis primeiros meses do ano US$ 232 milhões com o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. A rede social adquiriu o comunicador em janeiro deste ano pelo maior valor já pago por um aplicativo, corrigido para US$ 22 bilhões.
whatsapp (Foto: TV Globo) 
Whatsapp (Foto: TV Globo)
A receita registrada pelo aplicativo entre janeiro e junho de 2014 foi de US$ 15,2 milhões, alta de 453% em relação ao registrado no mesmo período do ano passado, de US$ 2,7 milhões. A receita do app advém da cobrança de anualidades, em um regime bastante flexível.
Intenso também foi o aumento das perdas do WhatsApp entre um ano e outro. Se em 2013, o prejuízo com a operação era de US$ 59 milhões, em 2014, passou a US$ 232,2 milhões, avanço de 293%.
O diretor-executivo e cofundador do Facebook, Mark Zuckerberg, já informou que ainda não pretende faturar com o WhatsApp. Por outro lado, um dos criadores e diretor do app, Jahn Koum, já declarou diversas vezes que é contra aderir à publicidade para fazer dinheiro.
Os dados da situação financeiro do app fazem parte de documentos enviados pelo Facebook à SEC (a equivalente nos EUA à brasileira CVM).
Nesta quarta, a rede social anunciou seu balanço para o terceiro trimestre de 2014. Registrou receitas 59% maiores na comparação ano a ano, de US$ 3,2 bilhões, e lucro 89% maior, de US$ 806 milhões.
O forte crescimento tanto de receita quanto do lucro são fruto do avanço no faturamento com a crescente publicidade móvel, um segmento do modelo negócio repudiado pelo WhatsApp. Os usuários cadastrados na plataforma chegaram a 1,35 bilhão, dos quais 82%
(1,12 bilhão) acessam via aplicativo e aparelhos móveis.

G1
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