10 de jun de 2014

ATENÇÃO: Muitos Repelentes contra Insetos Possuem Químicos Perigosos Usados na Guerra do Vietnã


Originalmente formulado pelo Exército dos EUA, este produto químico é usado agora em um terço dos lares americanos e foi usado durante a guerra do Vietnã ao lado dos produtos químicos agora proibidos como o Agente Laranja e DDT.

O produto químico, N, N-dietil-m- toluamida, ou Deet, foi usado como um elemento para espantar insetos em soldados que serviram nas selvas do Vietnã. Agora disponível comercialmente, o Deet está sob uma pesquisa minuciosa por causar toxicidade aguda, reações alérgicas, cicatrizes e até mesmo o inchaço do cérebro que leva à morte.

A fabricante número um de Deet, a Morflex Inc. estima que as pessoas já utilizam mais de 200 produtos químicos do tempo de guerra em seus repelentes de insetos domésticos.
Os herbicidas do Agente Laranja são mais facilmente absorvidos na presença de Deet

O herbicida 2,4-D, um dos principais componentes do Agente Laranja, age como um disruptor endócrino em humanos. O 2,4-D é mais facilmente absorvido pelo organismo na presença de DEET. Foi o químico 2,4,5-T que levou à proibição do Agente Laranja, mas é o Deet que torna o Agente Laranja mais penetrante no corpo humano.

O Deet atravessa placenta de coelhos, infiltrado em cursos d'água nos EUA

Em testes de campo da EPA, o Deet foi encontrado em pequenas concentrações em 75 por cento dos cursos de água testados nos EUA. O químico se decompõe em luz solar, mas decompõe-se muito lentamente no solo. Em testes envolvendo coelhos, o Deet entrou a pele do mamífero e até passou pela placenta das coelhas prenhas!

A Academia Americana de Pediatria está preocupada com o Deet sendo usado em crianças e adverte os pais para não expor os menores de dois meses de idade ao produto químico .

Reações adversas do Deet incluem inchaço do cérebro que leva à morte

O Instituto Nacional de Saúde adverte que mesmo os adultos, especialmente o pessoal militar e guardas de caça, podem desenvolver reações cutâneas graves incluindo bolhas, ardor e cicatrizes. O uso a longo prazo nessas carreiras podem provocar alterações de humor e insônia.

Em alguns casos documentados, o Deet causou a morte depois de provocar certas reações adversas. A EPA adverte que o Deet pode causar problemas agudos no fígado e edema cerebral em indivíduos com problemas de metabolismo de amônia. Nesses distúrbios do ciclo da ureia, que ocorrem em cerca de 1 a cada 20.000 nascimentos, o cérebro de um indivíduo pode inchar quando exposto ao Deet, causando a morte.

Sete empresas distribuem mais de 225 produtos com Deet na América

Nos EUA, há pelo menos 225 produtos contendo DEET. Apenas sete empresas enchem o mercado de químicos, com a SC Johnson, Cutter, Sawyer e Ultrathon liderando as vendas. Os 225 sprays repelentes de insetos são realmente uma ilusão corporativa da escolha que distribuem massivamente o mesmo químico tóxico. A boa notícia é - existem outras opções seguras para repelir insetos que não representam uma ameaça para a saúde humana.

O Deet deveria ser comercialmente acessível?

Apesar de ser importante para evitar doenças transmitidas pelos mosquitos que transmitem a malária e a doença de Lyme, um produto químico tóxico como Deet seria a resposta? Quão poderosos os óleos essenciais naturais de eucalipto limão, neem, cedro e citronela podem ser mais eficazes e mais seguros? Esses óleos vegetais podem ser utilizados em concentrações mais elevadas sem representar reações potencialmente fatais.

A Agência de Saúde Pública do Canadá baniu as combinações de filtro solar contendo DEET e restringe produtos sprays contra insetos que contenham mais de 30 por cento de Deet.

O Deet deveria ser comercialmente acessível em concentrações elevadas quando tem sido documentado causar reações adversas que levam à morte?

Mosquito da dengue criou resistência a repelente, diz pesquisa

Uma pesquisa conduzida por cientistas no Reino Unido revelou que o mosquito da dengue aparentemente desenvolveu resistência a um princípio ativo presente na maioria dos repelentes atualmente comercializados no mundo, inclusive no Brasil.

A substância, conhecida como DEET, ou dietiltoluamida, é largamente empregada em repelente contra insetos, combatendo mosquitos, pernilongos, muriçocas e borrachudos. O composto age interferindo nos receptores sensoriais desses animais, inibindo seu desejo de picar o usuário.

O estudo, divulgado pela publicação científica Plos One, analisou a reação de mosquitos da espécie Aedes aegypti, vetores da dengue e da febre amarela, à substância. Os cientistas concluíram que, ainda que inicialmente repelidos pelo composto químico, os insetos depois o ignoraram.

Eles recomendaram que governos e laboratórios farmacêuticos realizem mais pesquisas para encontrar alternativas à DEET.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dengue é hoje a doença tropical que se propaga mais rapidamente no mundo. Nos últimos 50 anos, sua incidência aumentou 30 vezes, o que pode transformá-la em uma pandemia, advertiu o órgão.

Isca

Para provar a eficácia da DEET os cientistas pediram a voluntários que aplicassem repelente com DEET em um braço e soltaram mosquitos.

Como esperado, o repelente afastou os insetos. No entanto, poucas horas depois, quando ofereceram aos mesmos mosquitos uma nova oportunidade de picarem a pele, os cientistas constataram que a substância se mostrou menos eficiente.

Para investigar os motivos da ineficácia da DEET, os pesquisadores puseram eletrodos na antena dos insetos.

"Nós conseguimos registrar a resposta dos receptores na antena dos mosquitos à DEET, e então descobrimos que os mosquitos não eram afetados pela substância", disse James Logan, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, instituição que realizou o estudo.

"Há algo sobre ter sido exposto ao composto químico pela primeira vez que muda o sistema olfativo dos mosquitos. Ou seja, a substância parece mudar a capacidade dos mosquitos de senti-la, o que a torna menos eficiente", acrescentou.

Uma pesquisa anterior feita pela mesma equipe descobriu que as mudanças genéticas em uma mesma espécie de mosquito podem torná-los imunes à DEET.

"Os mosquitos evoluem muito rapidamente", disse ele. "Quanto mais nós pudermos entender sobre como os repelentes funcionam e os mosquitos os detectam, melhor poderemos trabalhar para encontramos soluções para o problema quando tais insetos se tornarem resistentes à substância".

O especialista acrescentou que as descobertas não devem impedir as pessoas de continuarem usando repelentes com DEET em áreas de alto risco, mas salientou que caberá aos cientistas tentar desenvolver novas versões mais efetivas da substância.

Para complementar o estudo, os pesquisadores britânicos agora planejam entender por quanto tempo o efeito dura depois da primeira exposição ao composto químico.

A equipe também deve estudar o efeito em outros mosquitos, incluindo espécies que transmitem malária.

Brasil

No Brasil, a dietiltoluamida está presente na maioria dos repelentes encontrados à venda. Produtos com termetrina e citronela também podem ser achados, mas em menor número.

Não é a primeira vez, entretanto, que a substância causa polêmica.

No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu à consulta popular uma proposta de resolução para assegurar a segurança e a eficácia dos repelentes a ser adotada pelos fabricantes.

No documento, cujo objetivo era disciplinar o comércio desse tipo de produto, o órgão determinava, por exemplo, a proibição do uso de repelentes com DEET em crianças menores de dois anos, além de informar sobre a necessidade de um estudo prévio para produtos com dosagem acima de 30% para um público acima de 12 anos. Em altas dosagens, especialmente em crianças, repelentes com DEET podem ser tóxicos.

Em entrevista à BBC Brasil, Jorge Huberman, pediatra e neonatologista do Hospital Albert Einstein e diretor do Instituto Saúde Plena, sugeriu alternativas ao uso de repelentes com DEET.

"É comum que depois de algum tempo os mosquitos adquiram certa imunidade ao produto, ainda que sejam necessários mais estudos para comprovar tal tese", explicou.

"Como alternativa, as pessoas podem usar repelentes com citronela e tomar complexo B, cujo cheiro desagrada os mosquitos, além, é claro, de usar mosquiteiros", disse.

Conceito

Repelente é toda substância que atua formando um vapor com odor repulsivo aos insetos.

Podem ser sintéticos e naturais.

Podem ser apresentados em aerossol, gel, loção e spray.

Princípio Ativo

DEET:

É o mais comercializado atualmente.

Quanto maior a concentração, mais longa é a duração da proteção (até 35-50%).

A concentração máxima para crianças de 6 meses a 12 anos é controversa. A Sociedade Canadense de Pediatria preconiza até 10% de DEET, mas a Sociedade Americana de Pediatria permite o uso até 30% em maiores de 2 anos.

Existe um consenso: não deve ser usado antes dos 6 meses de idade.

No Brasil, a maioria dos produtos destinados a crianças e adultos contém DEET< 10% (ver tabela abaixo)

ICARIDINA

É o mais eficiente atualmente disponível.

Em concentração de 10% confere proteção por 3 a 5 horas. Em 20%, de 8 a 10 horas.

Sua ação é comparável a concentrações de 15 a 50% de DEET.

Recomendado para crianças com mais de 2 anos.

IR 3535

Pode ser usado na gestante e em crianças a partir de 6 meses.

Estudos evidenciaram tempo médio de proteção curto.

ÓLEOS NATURAIS

São os mais antigos repelentes conhecidos.

São altamente voláteis e , portanto, com efeito de curta duração.

Óleo de eucalipto-limão a 30% - é comparável ao DEET 20%. Confere proteção de até 5 horas.

É o mais recomendado dos  óleos naturais.

* Óleo de soja a 2% - efeito de 94,6 min, mas possui um efeito mecânico adicional de repelência;
* Óleo de citronela a 5 a 100% - por ser muito volátil, confere proteção de 20 min a 2 horas;
* Óleo de andiroba puro (100%) – efeito repelente discreto.


Fontes:
- Natural News: Illusion of choice: many commercial bug repellents contain a dangerous Vietnam war chemical
Arun Thai Natural: DEET is the best choice against mosquitoes, isn’t it?
EPA: Diethyltoluamide (DEET) (PDF)
National Geographic: DEET Blocks Bugs From Smelling Humans as "Food"
- Briassoulis, G., et al. 2001. "Toxic encephalopathy associated with use of DEET insect repellents: a case analysis of its toxicity in children." Hum.Exp.Toxicol. 20(1):8-14.
http://illuminatielitemaldita.blogspot.com.br/
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