15 de nov de 2016

Cegos Guiando Cegos

Posted by Semeando Paz on 15.11.16No comments
Se você não parar para tentar entender a vida e a razão por detrás das coisas, sua passagem pelo mundo perde muito do seu sentido. Não me refiro a refletir sobre isso depois de ler a respeito em algum lugar ou de ouvir qualquer pessoa falar sobre o assunto. Eu falo de você sozinho, com seus próprios pensamentos, refletir sobre si e sobre a existência. Se você não fizer isso, então irá aceitar as ideias de terceiros como sua própria visão das coisas, quando o externo é que deveria complementar o que você já sente e entende por si mesmo. Citando Lao-Tsé: “O homem correto age por uma lei interna, e não por mandamentos externos.” Se você, por si mesmo, não conseguir enxergar o que é certo para você, outros irão lhe dizer o que enxergar e o que é considerado adequado, moral ou bom, quando na verdade tais conceitos são relativos e ninguém detém a verdade sobre os fatos.
O mundo está cheio de cegos guiando cegos. Não há problema em usar a experiência dos outros como um ponto de referência para tentar explicar o que você está sentindo, mas não torne a vivencia dos outros em uma doutrina pessoal.

Quando fazemos da “regra externa” em nosso modus operandi nos tornamos escravos de um sistema de comportamento que é inconsciente ou semi-consciente, pois não há uma avaliação interna do motivo pelo qual estamos fazendo ou pensando determinada coisa.
A Alemanha Nazista foi um bom exemplo de como as “regras externas” podem ser usadas para dissimular e controlar uma população despreparada. Outro exemplo foi a Europa na Idade Média, onde era explicitamente proibido falar sobre determinados assuntos, assuntos que iam contra a mentalidade padrão da época, tendo tortura e eventualmente morte como punição. O Ocultismo surgiu em razão disso, as pessoas ditas “pagãs” tinham medo de serem expostas, por razões óbvias, e também pela necessidade de preservar determinados conhecimentos que foram deturpados pelo senso comum da época. Pelo motivo das pessoas estarem presas em regras ditadas pelo mundo externo, e não seguindo seus próprios corações, atrocidades foram cometidas, conhecimentos milenares destruídos, o que sobrou foi ocultado, e em razão disso, muito foi distorcido e nós acabamos ficando mais cegos.

Segue abaixo um vídeo com uma breve explicação do David Icke sobre o porque é tão fácil controlar a raça humana:



Por isso levo como lema (e também como uma piada interna) a frase “Ouça a todos, siga a ninguém“, pois todos tem algo a acrescentar, e ninguém é dono da verdade.
Não é porque a perspectiva que você adotou para si mesmo faz muito sentido (para você) que ela é melhor que a perspectiva dos outros. Além do mais, um verdadeiro líder não irá tentar formar um grupo de seguidores, ele irá ajudar na formação de mais lideres pessoais, pessoas capazes de ter opinião própria e um senso de ética interno que dispensa a necessidade de uma comando externo.
No fundo somos todos a mesma consciência, e apesar das aparências, experiências e conhecimentos adquiridos em nossa vivencia como humanos, todos somos dignos de valor e respeito, quando somos privados disso nos tornamos mais individualistas e menos interessados nos assuntos nos outros, o que diminui imensamente nossa capacidade de entende-los, e isso colabora imensamente com o preconceito.

É bom que tenhamos opiniões diferentes, pois assim podemos constantemente verificar a veracidade dos nossos próprios pensamentos, colocando-os em comparação à perspectiva dos outros. Se o que nós tomamos como verdade realmente faz sentido, então não existe problema algum em sermos questionados por pessoas que não concordam conosco. Não é produtivo para nenhuma sociedade que todos seus membros sejam exatamente iguais, assim não há espaço para inovações e tudo segue os padrões de um “normal” estabelecido pelo senso comum vigente, um “normal” que nem sempre é um bom ideal a ser seguido.

Gostaria de finalizar com 3 citações, uma breve reflexões sobre elas:

“Ser normal é a meta dos fracassados.”
— Carl Gustav Jung

Isto no sentido de querermos nos encaixar, seguir a norma do que é “aceito pela sociedade”. Essa é uma escolha feita por pessoas que preferem abdicar de suas características individuais, por medo de não serem aceitos, portanto, falharam na integração de quem são, cederam à pressão social e abandonaram a si mesmos.

“Aquele que tem a experiência de unidade da existência vê seu próprio ser em todos os seres, e todos seres em seu próprio ser, com isso ele vê tudo com olhos imparciais.”
— Gautama Buddha

Ver com olhos imparciais não significa ser passivo, ou sequer neutro, significa ponderar os dois (ou mais) lados de uma história, significa ver através das opiniões e preferências pessoais, significa chegar em alguma conclusão sem ser tendencioso, e sim avaliando as informações pelo sentido que elas tem, e não porque elas são convenientes.

“Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião quando quiser.”
— Friedrich Nietzsch



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