9 de ago de 2014

Lágrimas e Sangue...Busca-se dizimar 1,7 milhão de gente miserável e desarmada.

Busca-se dizimar 1,7 milhão de gente miserável e desarmada, espremida numa faixa de terra de pouco mais de 350 km². Apenas ódio insano, ao cínico pretexto de combater-se o “terrorismo” do Hamas.

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Em apenas 25 dias, cerca de 1500 palestinos mortos e 10.000 feridos, 80% de crianças, mulheres e idosos. Milhares de lares, hospitais, escolas (inclusive a da ONU), mesquitas, igrejas destruídos.
Aterroriza-me, sem trocadilho, imaginar a quantas estará o desastre quando esta crônica for publicada.
Do lado de Israel, e depois da ofensiva terrestre, morreram pouco mais de 60 pessoas, 90% soldados.
Busca-se dizimar 1,7 milhão de gente miserável e desarmada, espremida numa faixa de terra de pouco mais de 350 km2, de quem Israel — filhote assassino do império bélico estadunidense, que o apoia e o transformou na máquina de guerra ironicamente tão cruel quanto a nazista que os vitimou em meados do séc. passado — tomou quase tudo, inclusive a vida de sua população indefesa. Não há honra, não há lealdade, não há compaixão. Apenas ódio insano, ao cínico pretexto de combater-se o “terrorismo” do Hamas.
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Criança palestina ferida após ataque israelense a uma escola da ONU, em Gaza. Foto: AP
Fotos de crianças dilaceradas pelas poderosíssimas armas de guerra pululam nas redes sociais chocando até o mais insensível dos seres. Famílias inteiras, ou a maioria de seus membros, mortas.
Milhares de ataques, 1/3 deles por mísseis, 2/3 por bombas. Dá pra imaginar o terror?
O governo brasileiro condenou veementemente os bombardeios israelenses com o uso desproporcional da força, além de ter chamado de volta ao Brasil para consultas o seu embaixador em Tel Aviv. O governo israelense, insolente e escancarando a sua pequenez, respondeu que desproporcional é perder um jogo por 7×1. Também chamou o Brasil de “anão diplomático”. O min. das Rel. Exteriores do país, por sua vez, respondeu que o “Brasil não usa termos que desqualifiquem governos de países amigos”, donde não teria “como comentar isso.” Mas lembrou que o Brasil é um dos únicos “11 países do mundo a ter relações diplomáticas com todos os membros da ONU” — “quando falamos somos ouvidos” —, além de incontestável histórico de cooperação pela paz internacional, donde se haveria algum “anão diplomático” não seria o país dos brasileiros. Graça Aranha deve estar revirando no túmulo.
No último dia 23 a ONU (até ela, sempre tão omissa) aprovou a criação de comissão internacional para investigar os ataques à Palestina. 29 países votaram a favor, 17 abstiveram-se (Alemanha, França, Reino Unido e Japão entre eles) e apenas um foi contra. Um doce para quem adivinhar quem. E outro para quem souber qual a revista semanal que condenou a atuação política do governo do Brasil no episódio.

Pragmatismo Politico
Reações:

Um comentário:

  1. Os atos de Israel foram horríveis e, com certeza, vitimaram inocentes civis, entre eles, crianças indefesas, no entanto, devemos atribuir tal ato em igual ou maior responsabilidade aos terroristas do hamas, pois, ELES FAZEM que a população palestina seja seu escudo e isto justamente para jogar a opinião publica mundial contra Israel. O hamas existe para destruir os judeus, isto fica claríssimo nos próprios documentos do grupo terrorista. Já que não tem força militar superior, faz parte da tática terrorista, ganhar no campo psicológico e desmoralizar o oponente pelas vias não regulares. Posto isso, julgo estar fazendo um balanço mais equilibrado da situação. Reitero que jamais se justifica a morte de inocentes e que não defendo israelenses como se eles fossem anjos, mas diga-se a verdade os muçulmanos radicais do hamas são piores, ao menos em Israel há liberdade de culto e cristãos não são degolados (e nem muçulmanos), ao contrario de ditaduras islâmicas as quais apoiam toda a sorte de radicalismo terrorista.

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