6 de set de 2013

Do Uso de Sangue e Sacrifícios

A piada a seguir serve como um fundo moral, tipo "moral da história" que nos permite uma breve reflexão sobre o argumento lógico do contexto da historinha, e como o assunto que vou tratar logo em seguida é controverso fica aqui então o exemplo da historinha e para cada um o benefício da dúvida.
Já que não podemos dizer de que pelo fato de não vermos deus, ele não exista, então temos uma população de completos idiotas que acreditam naquilo em que não podem ver, já por conta disto impérios foram destruidos e construido$ em nome de deus, de algo que não existe? Nunca ninguém provou "cientificamente"? Só pela fé? Os mesmo céticos que acreditam em deus, são os mesmos que não acreditam em magia ritualística.
Assim como esse simples argumento lógico de que não podemos ver o cérebro do professor também não significa que podemos dizer que o professor é anencéfalo, pois tudo para nós são inferencias conceituais e assim somos movidos pelos preconceitos e criamos a nossa visão de mundo, as vezes confortável, as vezes caótica e entre uma coisa e outra ficam as sombras das incertezas.

Pois bem, outro dia coloquei uma postagem sobre o ritual judáico de absorver sangue dos bebês judeus e que foi somente uma informação sobre uma milenar prática, mas o mais importante é o que não foi dito e o fato das razões para que isso aconteça.

O texto que encontrei não trata especificamente do assunto judáico, mas serve para quem quiser ter uma idéia do que essas práticas representam. Além disso temos todos os dias os assassinatos, acidentes de trânsito, guerras premeditadas que produzem tanto sofrimento e dor (sentimento) e quanto sangue não é derramado nesses rituais quanta energia vital segue para algum propósito para algum deus ou demônio? Entretanto, tudo isso passa despercebido no meio das informações do cotidiano e essas são coisas que sequer questionamos, pois é preferível falar e pensar sobre assuntos mais amenos (ou estar dentro do normoscópio dos demais) de modo que não nos tomem por estúpidos. De qualquer modo que sirva o texto para uma analogia mais ampla do que está acontecendo no nosso mundo todos os dias e que são tomadas por "normais".
Portanto, se preferes a zona de conforto, pois bem, caso contrário, pense nisso...

Tibiriçá
A Historinha

Um dia, na sala de aula, o professor estava explicando a teoria da evolução aos alunos. Ele perguntou a um dos estudantes:

- Tomás, vês a árvore lá fora?

- Sim, respondeu o menino.

O Professor voltou a perguntar:

- Vês a Grama?

E o menino respondeu prontamente:

- Sim.

Então o professor mandou Tomás sair da sala e lhe disse para olhar pra cima e ver se ele enxergava o céu. Tomás entrou e disse:

- Sim, professor, eu vi o céu.

- Viste a Deus? Perguntou o professor.
O menino respondeu que não. O professor, olhando para os demais alunos disse:
- É disso que eu estou falando! Tomás não pode ver a Deus, porque Deus não está ali !
Podemos concluir então que Deus não existe.
Nesse momento Pedrinho se levantou e pediu permissão ao professor para fazer mais algumas perguntas a Tomás.
- Tomás,vês a grama lá fora? ............- Sim. .............- Vês as árvores?
- Sim. ...........- Vês o céu?
- Sim............- Vês o professor?
- Sim. ..............- Vês o cérebro dele?
- Não - disse Tomás.
Pedrinho então, dirigindo-se aos seus companheiros, disse:
- Colegas, de acordo com o que aprendemos hoje, concluímos que o professor não tem cérebro.

Autor desconhecido



O texto que segue trata de um assunto considerado "cabeludo" mesmo em vertentes tidas como obscuras na prática mágicka atual: O texto trata do uso de sangue (humano e/ou de animais), bem como do sacrifício (de animais, devo frisar) em contexto ritualístico. O objetivo do texto não é, de forma alguma, estimular, promover ou fazer qualquer tipo de apologia ao uso (ou à não-utilização) de tal elemento ritualístico. O objetivo é expor as razões por trás de tal prática e o que pode ser obtido através de seu uso. Também não intentamos julgar aspectos morais da prática, se ela é “boa” ou “ruim”, “aceitável” ou não, etc: O leitor, em posse do conhecimento oferecido pela leitura do texto, será responsável por esse julgamento e pela decisão quanto à melhor forma de usar o que aqui apreender. Isso porque é você, leitor, que lidará com as conseqüências de suas escolhas, sendo o único capaz de decidir o que lhe faz bem ou mal. Devemos ainda frisar que responsabilidade é necessária durante e após a leitura do texto de modo que se você não considera-se equilibrado física e mentalmente (especialmente mentalmente), e planeja cometer atos de violência e dor em relação a um outro ser humano (e mesmo a um animal), recomendo que encerre a leitura agora. Aos restantes... um pouco de história:

O Sacrifício na Cultura Humana


A prática do sacrifício ritualístico é uma conhecida de longa data na história humana, tendo nos legado registros de suas ocorrências em épocas e culturas distintas. Os antigos gregos, por exemplo, sacrificavam animais que eram "ofertados" aos deuses em banquetes, objetivando sucesso em batalhas e colheitas fartas. Numa cultura mais conhecida em nosso meio, temos a cultura cristã, na qual temos enraizada tal prática, através de seu livro considerado sagrado (a Bíblia, que afirma que Deus nutria agrado pelo cheiro de carne queimada em sua homenagem e, de quebra, orientava sobre como tal sacrifício deveria ser realizado). Há também o clássico “bode expiatório”, prática na qual um bode representava os pecados do povo que o sacrificavam pela redenção de tais pecados (?). Devemos notar que os relatos bíblicos do Velho Testamento não representam tão somente um mito, mas a mentalidade e o modo de vida do povo judáico.

E a prática não se restringe a animais. Temos também várias ocorrências do sacrifício de seres humanos em nossa história. Temos os relatos quanto ao povo Asteca, que sacrificava outros humanos em honra aos deuses e também para apaziguá-los e mesmo no Brasil havia a prática antropofágica (alimentar-se da carne de um ser da mesma espécie) que era utilizada como forma de obter poder dos inimigos derrotados em guerra e que não deixa de ser uma forma de sacrifício.

Tais práticas podem parecer hoje, no mínimo, insólitas, uns diriam “terríveis” e “monstruosas”. Porém, tratamos de povos e culturas bem diversos e não podemos julgar a moral de um povo com base em outra moral, de um outro povo que teve influências geográficas e históricas bem diferentes. Nossa ética obviamente não se aplica a povos que viveram milhares de anos antes do surgimento de nossa Constituição Federal, como alguns podem pensar. Se quisermos uma base de estudos justa devemos basear nossas idéias e julgamentos no contexto social da época em que tal povo viveu e das influências recebidas por eles e não em nossa época e nossas influências e crenças. Mas não podemos negar que hoje o sacrifício de animais e práticas envolvendo sangue é visto com maus olhos, sob nossa moral, dentro de nossa sociedade. Refletiremos então sobre as razões que motivam, ainda assim, alguns a realizá-lo hoje.

Sangue & Prana

Antes de considerar o uso do sangue, consideremos o próprio sangue, substância que, com razão, intrigou alguns de nossos ancestrais e teve influência em várias práticas e ritos (religiosos ou esotéricos) da atualidade. Voltemos à cultura cristã e citemos um trecho da já citada Bíblia Sagrada, Levítico 14:11, que afirma que "a vida da carne está no sangue" e vai além, afirmando que o sangue derramado sobre o altar conduz à "expiação da alma". O objetivo de tal citação não é nos aprofundarmos em discussões religiosas, mas demonstrar o interesse de nossos antepassados pela questão. Mas tratemos dessa afirmação bíblica em um contexto metafísico:

Uma rápida busca pelas práticas do yoga e da religião Hindu nos conduzirá ao conceito de “Prana”. O prana (também chamado de chi ou ki) é tido como a nossa energia vital, energia tal que corre em nossas veias, a energia que nos move. Essa energia flui em nosso corpo através de veias espirituais chamadas “nadis” e está presente por todo o nosso corpo, existindo de maneira abundante em nosso sangue. Talvez mais importante, em nosso contexto, que a presença do prana no sangue é o fato de que quando o sangue é liberado de nosso corpo, ou quando morremos, o prana é também liberado, sendo expelido ao ambiente. Isso não é aplicado apenas aos seres humanos, mas também aos animais de sangue quente em geral.

Logo... ao sacrificar um animal, derramando seu sangue, estaremos gerando (não exatamente “gerando”, mas “liberando”) uma certa quantidade de energia que poderá ser direcionada e manipulada para determinados fins, sendo esta a razão pelo seu uso. Em alguns casos, em certos rituais e práticas, essa energia, extraída desse modo, é realmente necessária.

Tratemos agora dos usos para a energia obtida dessa maneira.

Dos Usos e Fins

Em resumo, podemos encontrar dois fins básicos para a utilização do sangue em contexto ritualístico, o que inclui além do ocultismo tradicional certas vertentes religiosas, como a Quimbanda e algumas práticas do Candomblé, dentre outras.

Primeiramente, temos o claro aspecto energético do prana (doravante chamado de “substância etérica”). Tal substância etérica pode ser utilizada como fonte de energia para práticas ritualísticas e para fins diversos, como por exemplo a atuação de certas entidades no plano físico. Sabemos que a Magick é, segundo Crowley, a arte e a ciência de causar mudanças de acordo com a vontade do magista, sabemos também que para tais mudanças precisamos utilizar certa quantidade de energia e a substância etérica obtida através do sangue preenche tal papel. Falaremos disso mais abaixo.

Uma segunda função bastante conhecida é o uso da substância etérica como veículo para a materialização de entidades no plano físico. Durante evocações, a substância etérica liberada pelo sacrifício do animal (ou pelo sangue do magista, depositado no triângulo) pode ser usada pela entidade na criação de um corpo, com o qual se manifestará. Claro que as vertentes da assim chamada “Mão Direita” ou “Da Luz” condenam essa prática, empregando substitutos em suas evocações (incensos, por exemplo, sendo o “Incenso de Abramelin” bastante usado para isso). Tais substitutos, porém, não são nem de longe tão efetivos como o sangue.

Entidades Qliphóticas / “Densas”


Algumas vertentes, como mencionamos, trabalham com entidades tidas como "baixas", correntes de energia “pesada” (densa) e de aspecto destrutivo. Entidades como os espíritos goéticos, ou “demônios”, etc, são os seres qliphóticos (ou seja: que habitam as Qliphoth, as esferas na Árvore da Morte). Essas entidades representam um outro aspecto de nosso universo, não sendo em si “boas” ou “ruins”, apenas diferentes e, não obstante, necessárias ao funcionamento da existência como um todo.

A prática mostra uma certa proximidade dessas entidades ao nosso plano, ao denso e material. Essa proximidade permite relações mais próximas e diretas que outras entidades, consideradas “leves”, o que inclui trabalhos de destruição e mesmo práticas de magia sexual entre magista e entidade, assunto que ficará para um outro artigo.

Algumas vertentes trabalham em específico com tais entidades que, embora não possam ser consideradas essencialmente qliphóticas (ou seja, não pertecendo necessariamente às esferas citadas) entram nesse conceito de energias “densas”, pesadas. A já citada Quimbanda, o Vodu Haitiano, entre outras, são exemplos disso. Algumas famílias dos loas (“divindades” no Vodu) possuem clara ligação com certa esfera, o que já não ocorre em relação a outras.

É comum, dentro de tais vertentes, a prática do sacrifício, sendo requerido pelas entidades com as quais se trabalha. Tal sacrifício é utilizado para fins energéticos e não, como alguns podem chegar a pensar, para “alegrar” as entidades. Os trabalhos com essas energias requer grandes quantidades de energia (a mera permanência e atuação de tais entidades em nosso plano requer isso) e tal energia é obtida através do sacrifício. Isso não é exatamente escolha do praticante: a entidade, para realizar certos trabalhos, vai utilizar energia e se essa energia não puder ser obtida através do sacrifício... geralmente será absorvida do próprio magista que, e aqui fala a voz da experiência, provavelmente não gostará muito desse arranjo.

Existe também a possibilidade de se obter energias de outros meios.

Falamos dessa última possibilidade, citando um exemplo.

Orgone - Energia Sexual

O conceito de "Orgone" foi exposto por Wilhelm Reich e representa a energia liberada durante o ato sexual, no ambiente onde este é realizado. É também, segundo ele, nossa energia vital, o "combustível" de nosso corpo. Não precisaremos de muito esforço para relacionar o conceito de orgone ao conceito de prana.

Prana (ou orgone) pode ser direcionado através de certas práticas. A prática tântrica, por exemplo, consiste em tal direcionamento, através do ato sexual, para os chakras superiores, despertando-os e, com isso, obtendo controle sobre tal energia (a isso chamamos de "Despertar da Kundalini").

Algumas vertentes, então, utilizam-se de práticas e “sacrifícios” sexuais como meio de obtenção de tal energia. Temos a "Ordo Templi Orientis Antiqua" e o "La Couleuvre Noire", ordens que tem por base o Voudon Gnóstico (como expresso nas obras de Michael Bertiaux e David Beth). Ambas não utilizam direta ou indiretamente sacrifícios sanguíneos, valendo-se da energia sexual como substituta, através dos pontos de energia (“points chauds”) que são ativados durante a iniciação.

Apesar dessa ser, sim, uma alternativa, é inválida em relação a certas entidades. A própria prática de direcionamento dessa energia, ao ligar-se a uma entidade pelos “points chauds”, é restrita aos iniciados nas ordens citadas acima. Esse não é o único problema que inviabiliza certos meios alternativos de obtenção de energia: algumas entidades utilizam, em sua manifestação, partes diferentes do corpo de animais e há clara diferença na quantidade de energia obtida a depender do tipo de animal sacrificado, tornando certos animais propícios para certas entidades em específico.

Exemplos? Entidades da família dos Exus, não raro, solicitam a presença da espinha dorsal de animais no altar durante sua evocação, como meio de manifestação, e alguns membros de tal família (não se restringindo a ela) comunicam-se com o praticante através do crânio de certos animais ou ossos de outras parte do corpo.

Mas, enfim, voltemos ao escopo do artigo. Tendo exposto as razões para tal prática e tratado sobre algumas vertentes específicas, falaremos sobre o modo de realizar a operação e seus requisitos.

Do Modus Operandi


Para encerrar esse artigo, achamos interessante considerar a prática do sacrifício em si. O leitor já considerou as utilidades do sacrifício e a teoria por trás dele. Caso julgue tal prática útil (ou necessária) para suas próprias práticas e para o que busca, as considerações dessa seção final ajudarão a entender melhor o ato.

Em primeiro lugar, deve-se considerar o tipo de sacrifício exigido. Para rituais mais simples, cujo objetivo básico é auxiliar na materialização do de determinada entidade, o sangue do próprio magista é mais do que aceitável para tal. Nesse caso, deve ser feito um corte (no braço, por exemplo) utilizando-se da adaga ritualística. Tal sangue deve ser recolhido com o cálice e deverá ser depositado, então, no triângulo (onde ocorrerá a materialização da entidade, presumimos). Caso o magista prefira utilizar um animal, deve-se atentar ao tipo de animal (com base no estudo de correspondências) para evitar quantidades em demasia, ou em falta, da energia. Utilizar animais relacionados à esfera da entidade fará que a energia liberada seja a necessária para a operação.

Também, caso haja necessidade de uma quantidade maior de energia para a materialização ou, mesmo, para o trabalho da entidade no plano físico, seria inviável o uso do sangue do próprio magista, tornando necessário o sacrifício e as regras de correspondência valem para esse caso. O ritual deve ser feito de acordo com a esfera e o tipo da entidade (recomendamos o “Liber 777”, de Aleister Crowley, e o inestimável “Sistemagia – O Conhecimento Essencial Para a Educação Mágica”, do frater Adriano Camargo Monteiro, para o estudo dessa e de outras correspondências) evitando os citados excessos ou a escassez da energia necessária, de acordo com o ser evocado. Tendo decidido sobre o tipo de animal, outro aspecto deve ser considerado: a saúde deste. O animal deve estar em sua saúde perfeita e seu corpo não deve apresentar imperfeições.

Tendo escolhido o animal, este deverá ser sacrificado com um corte na garganta ou tendo seu coração perfurado; em ambos os casos isso deve ser feito com a adaga ritualística. Deixe que o sangue escorra no triângulo (ou onde você deseja que a entidade se manifeste). Você pode recolher o sangue utilizando o cálice ritualístico ou outro recipiente. Frisamos a necessidade de que o sangue seja utilizado logo após a morte do animal, de modo a conservar suas propriedades energéticas.

Lembramos, ainda, que caso o tipo de animal tenha sido especificado pela entidade com a qual se trabalhará, todas as instruções desta última devem ser seguidas à risca.

Eis, então, o resumo da prática, que poderá ser adaptada de acordo com as necessidades de cada praticante .

Conclusão


O presente artigo teve por fim preencher uma lacuna quanto às razões e a própria prática do sacrifício. Não encontramos muitos textos de aspecto teórico e prático quanto ao assunto, o que não nos parece nada inesperado. Nosso objetivo não foi, repetimos, incentivar, julgar ou criticar a prática, apenas lançar luz sobre ela.

Assim, o leitor de mente aberta será livre para utilizar ou não tal conhecimento (ou qualquer outro) da maneira que melhor sirva às suas necessidades, empregando seu discernimento e seu senso crítico ao julgar a questão. O leitor é mestre de seus atos, é o único responsável por eles e, portanto, o único com a atribuição e o direito de julgá-los, afinal ninguém vivenciará as conseqüências de suas escolhas além dele mesmo, sejam elas quais forem.

Tal prática, não importando como a julguemos, abre portas para certas práticas e energias. Eis nossa escolha: ignorar tais energias, ou utilizá-las para fins evolutivos, colhendo os frutos (para bem e para mal) disso.

Deixamos então ao leitor o clássico questionamento levantado por Maquiavel (que para ele, aliás, era uma afirmativa, em outro contexto):

Os fins justificam os meios?


Fontes Consultadas:


Livros:
"Liber 777" - Aleister Crowley - através do site http://Hadnu.org.
"Sistemagia - O Conhecimento Essencial Para a Educação Mágica" - Adriano Camargo Monteiro, publicado pela Madras Editora
“The Voudon Gnostic Workbook” – Michael Bertiaux, publicado pela Weiser Books.
“Gnose Vodum”, David Beth, publicado no Brasil pela Editora Coph Nia.
“Qabalah, Qliphoth and Goetic Magic”, Thomas Karlsson, publicado pela editora Ajna.
"Works of Darkness" - E. A. Koetting, publicado pela Editora Ixaaxar.
"Baneful Magick" - E. A. Koetting, publicado pela Editora Ixaaxar.

Fonte: http://www.mortesubita.org/cultos-afros/rituais-afros/do-uso-de-sangue-e-sacrificios/?searchterm=rituais%20com%20sangue
http://prezadocarapalida.blogspot.com.br
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