30 de mai de 2016

Música e política: “Justin Bieber é pão e circo dos nossos tempos” diz Tom Morello

Posted by Semeando Paz on 30.5.16No comments


Tendo sempre feito por merecer o seu nome, o Rage Against the Machine foi uma das mais influentes bandas “politizadas” da história, tendo a habilidade única de transformar em hits radiofônicos temas como repressão, manipulação e o Movimento Zapatista.
Em recente entrevista para o Rock and Roll of Fame divulgada na Rolling Stone, o guitarrista Tom Morello conversou sobre a natureza política das músicas atuais.
Segundo sua filosofia:
100% das músicas são políticas. A música ou apoia o status quo ou desafia o status quo. Então, todo artista é político.
“Agora, Justin Bieber e Selena Gomez provavelmente não são notados como artistas políticos, mas a música deles – enquanto é bem divertida e amada por sua base de fãs – é o pão e o circo dos nosso tempos,” ele acrescenta.
Se você não está questionando a autoridade, você está silenciosamente se submetendo à autoridade. Não que eu não tenha uma longa lista de músicas dançantes no meu iPod, e certamente há um lugar para isso, mas eu também sou bem consciente do fato que, em meu próprio trabalho, o que eu faço e o que eu digo importa bastante.
Morello está entre os artistas que contribuíram com suas entrevistas sobre a conexão crucial existente entre música e política para a exposição Louder Than Words: Rock, Power and Politics, desenvolvida pela mesma equipe do Rock and Roll Hall of Fame, prestes a estrear em Cleveland, nos Estados Unidos.
David Byrne, ex Talking Heads, Lars Ulrich do Metallica, Dee Snider do Twisted Sister, Gloria Estefan, Jimmy Carter, Greg Allman e Bono, do U2, também participam.
A exposição terá também uma exibição de itens icônicos como a guitarra Fender Stratocaster de Jimi Hendrix usada na apresentação de Woodstock, assim como os rascunhos originais de grandes hinos da música como “The Times They Are A-Changing”, de Bob Dylan e “Born in the Usa”, de Bruce Springsteen, e até artefatos relacionados à queda do Muro de Berlin.
“Você é um agente histórico e, se não mantiver as mãos no volante, outra pessoa fará isso,” aconselha Morello a seus colegas na exposição.

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