16 de set de 2014

Ideia como um organismo complexo, hierárquico, fluido e rígido




Vivemos em uma era democrática ou ao menos, mais democrática do que na época de nossos antepassados recentes como avós e bisavós. Nesta era, todos tem uma opinião sobre boa parte dos assuntos que estão discussão. Com exceção para assuntos muito especializados e que portanto exibem a necessidade de que se tenha elevada capacidade técnica ou intelectual para discuti-lo, quase todos os conceitos, ideias e ideologias (aglomeração de ideias internamente funcionais ou coesas) podem E são opinados pela maioria das pessoas.
Engana-se quem acredita que indubitavelmente, apenas uma pequena minoria possa realmente expor argumentos racionais e completos sobre os mais diversos assuntos. O que acontece, necessariamente, não é a diferença intelectual ou técnica, mas o foco, a perspectiva em que as pessoas se encontram. Talvez, o que é muito provável, por mais que adestremos a mente desta maioria para que despreze as ”ideias periféricas” ou ”ideias-potencialmente distrativas” e a se concentrar nas ”ideias principais” ou ”ideias-mãe”, ainda não conseguiriam trabalhar esta ”educação” ao longo de seus respectivos cotidianos, visto que é necessário ter inteligência pura, instintiva, para que possamos responder ao mundo com as mais sábias das respostas. Além disso, na teoria, o hipotético adestramento da mente humana se basearia apenas em cenários perfeitos, ao passo que na realidade, os eventos se desenrolam de maneira quase que imprevisível em nossas vidas. Por mais que possamos ter alguma prévia certeza sobre probabilidades, não haverá melhor certeza do que a dúvida.

A ideia como uma célula

A Ideia é como uma célula, uma estrutura orgânica, passível de modificação se sofrer intervenção exterior aguda e que se caracteriza como complexa mas ao mesmo tempo hierárquica, fluida mas ao mesmo tempo rígida.
A ideia-mãe é hierarquicamente mais importante que as ”ideias-filha” ou ”ideias-periféricas”. No entanto, especiação de ideias são muito possíveis de acontecerem, desde que tenhamos mentes afiadas e impacientes que se disponibilizem para esta tarefa.
O conceito seria como o núcleo da ideia. Para que se possa entender toda uma ideia, deve-se primeiramente capturar ou se educar, acaso a ideia já estiver estabelecida, quanto ao seu significado. É a partir do núcleo-conceito que a ideia se expande pelo espaço e tempo.
O nascimento de uma ideia é semelhante ao nascimento de um planeta. Primeiramente, reina o caos e a incerteza e há intervenções agudas exteriores a todo momento. É comum que chacais da normalidade ataquem com ferocidade novas ideias. É apenas parte natural do processo de reconhecimento, compreensão, aceitação e exaltação de uma ideia.
Durante o processo, a ideia vai ganhando forma e estabilidade. Até que ela se torne plenamente desenvolvida e se transforme em uma fonte de energia natural da criatividade, tal como é a faixa habitável de nosso planeta, é necessário que a harmonização substitua o caos, uma espécie de design inteligente, se torne mecanicamente viável de ser propagada.

Ideias distrativas, um exemplo extremamente recente


Estes aí podem servir como ótimo repositório de fiéis, Deus é pai! ;) É pra louvar em pé, senhor! :)

Recentemente me deparei com algo inusitado, que pra variar, veio da cabecinha dos liberais, estes que agora tem entoado desde que os supostos acontecimentos em Ferguson, em algum terreno baldio da América do norte, que ”50% dos negros assassinados são vítimas da polícia” e não por outros negros. Basicamente, o novo discurso ”liberal, socialista e anti-racista” é a de que, ao invés da enorme proporção de crimes cometidos por homens negros jovens nos EUA anualmente, quando comparado com o percentual total da população negra, nós temos ”vítimas do sistema” e gritando bem alto, VÍTIMAS DE ”BRANCOS”.
Claro, mais uma vez, nós temos a coletividade atemporal abstrata como uma maneira para se jogar um grupo contra outro, enfraquecer o poder do povo contra as formigas parasitas que fazem de um tudo para não serem reconhecidas.
A mídia (mèrdia) tem se especializado em lidar com a incapacidade generalizada dos seres humanos em reconhecer a realidade, por meio da captura de padrões sistêmicos de harmonia. A histeria da comunidade negra, se não foi mais uma encenação criada pelo governo, é uma mini-ideia, de distração, que almeja canalizar a atenção da população (branca) para um incidente específico, que não é raro de acontecer, mas que também não é extremamente comum e além de ser complexo, mas que visa propagar uma falsa estatística, verbalmente manipulada. A realidade é invertida, onde a neutralidade da estatística é substituída por sentimentalismo exacerbado e politicamente enviesado.
A maioria das pessoas não sabem reconhecer instintivamente aquilo que realmente interessa. Se a maioria dos seres humanos modernos são domesticados então poderíamos comparar boa parte da humanidade como  o cachorro doméstico que não sabe se localizar no espaço. Se não sabe se localizar no espaço, não sabe se localizar no tempo e não sabe manipular abstrações, que são como o congelamento de eventos de natureza fluida. A abstração é como tirar uma foto de um acontecimento e eternizá-lo.


A origem da ideia, o seu conceito, é o meio mais apropriado para capturar a realidade em meio a um mundo cada vez mais manipulado. O suposto acontecimento em Ferguson tem sua origem na própria história americana e remete a vários conhecimentos tais como política, biologia, psicologia e até mesmo o princípio fundamental da cadeia de conflitos evitáveis, a.k.a, estupidez.
Se  o suposto conflito em Ferguson de fato aconteceu, a ideia-conceito é ”violência rampante de muitos jovens negros” porque resulta no endurecimento da polícia americana, na identificação e no trato com jovens, de igual perfil, especialmente os tipos travestidos com vestes suspeitas, dentre diversas outras externalizações de tipos de personalidade suscetíveis para o comportamento de alto risco. É como quando vemos um urso na floresta. Por causa do enorme tamanho, dos dentes afiados e do jeito de andar e de olhar, além do timbre da ”voz” do animal, nada amigável, acenderá nosso sinal de alerta sobre ameaça de alto nível. O estigmatizado não é o criminoso, jovem rebelde, mas os tipos que tem preferências culturais retidas de personalidades parecidas, mas que não se engajam em comportamento interpessoal de alto risco.
Uma ideia-periférica deste exemplo supostamente verdadeiro, é aquela que está sendo exposta para o público, que tolamente acreditam na versão oficial dos fatos. A ideia de que o endurecimento da polícia americana na identificação e no tratamento para com estes tipos é o resultado de pré-julgamento, que não se baseia em nada, a não ser em ”pre-conceito pessoal”. De fato, a visualização baseada na identificação de padrões estatísticos de comportamento e aparência, baseia-se em pre-conceito, mas está retido DO CONCEITO e portanto, é mais racional e lógico do que se fosse retirado de alguma ideia-periférica.
Mais uma vez, a incapacidade de muitas pessoas para identificar anomalias na realidade, mesmo dentre as mais educadas, nos comprova que a inteligência na teoria, seja em testes de qi, provas escolares ou no sat americano, pode não ser a mesma que na prática. Você pode ser bom em realizar funções técnicas repetitivas baseadas em memorização, mas pode não ser bom para entender porque o seu vizinho não é dos mais simpáticos.

Fluidez, Rigidez e Neutralidade

A ideia precisa de forma mas também deve estar apta para se locomover, seja para ser reduzida, eliminada, ampliada ou modificada.
A neutralidade é a própria sabedoria universal. É a suprema diplomacia, sem a pseudo-diplomacia baseada em inércia que domina as instituições. A neutralidade é o completo julgamento imparcial. Para os dogmáticos, a neutralidade é tão utópica quanto caminhar em algum anel de Saturno.
Se quer entender uma ideia, entenda o funcionamento de um sistema. Todas as estruturas presentes em sistemas, encontram-se presentes em ideias, desenvolvidas por seres humanos, basicamente porque nosso pensamento é o congelamento de nossa reação abstrata, mental, às intempéries do ambiente em que nos localizamos.
Como eu tenho exaustivamente sugerido ao longo do tempo, desde que criei este blog, é necessário que existam determinadas características biológicas hereditárias ou pré-determinadas para que se possa naturalmente entender a realidade.
No mundo de hoje, os meios de comunicação dogmática, que é basicamente a grande mídia, aposta na incapacidade das pessoas para entender o espaço e tempo, por meio da manipulação abstrata dos padrões sistêmicos e portanto lógicos, de boa parte da população, para que possa injetar propaganda bélica visando finalidades nem um pouco nobres.
A transformação da mente coletiva em um grande zumbi adestrado, é parte da estratégia dos ”socialistas” para desconstruir a humanidade, a fim de fundar uma nova, por meio da animalização da atual espécie humana, retirando todos os canais de comportamento civilizado, desnudando-a do seu ego e dos seus orgulhos, para que no futuro, possamos ter escravos perfeitos, incapazes de reconhecer à sua raça mestre, extremamente semelhantes à nova cepa de formigas parasitárias, como eu deixei no único link deste texto. Com uma população cada vez mais burra e incapaz de navegar pelo espaço e tempo, especialmente se são criados desde a infância no mundo da vontade imediata, da impulsividade, intrinsecamente relacionada com a destruição da ligação inter-geracional e das próprias gerações etárias, onde que por meio dos brinquedos tecnológicos, destrói-se a sensação de passagem de tempo, se este é relativo aos nossos olhos, criar-se-á o ”paraíso” na Terra, com anjos emulando a Síndrome de Williams e deuses, sempre ”benevolentes” e perfeitos, os fazendeiros.

http://santoculto.wordpress.com/page/3/
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário