22 de ago de 2014

Muito estranho....Mais de 700 pinguins são achados mortos em 1 semana no litoral do RS

Posted by Semeando Paz on 22.8.14No comments

Pesquisadores do Ceclimar acharam os animais em vistoria semanal.
Número de mortes em 2014 já ultrapassa índices de 2012 e 2013.


 
Pesquisadores alertam para lixo na beira da praia (Foto: Ignacio Moreno/Ceclimar)
A morte de pinguins da espécie Malhães no Litoral do Rio Grande do Sul preocupa pesquisadores do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar). Em vistoria feita nesta semana, entre as praias de Tramandaí e Balneário Pinhal, 731 animais foram encontrados mortos.
Este é o maior índice desde 2012, quando a instituição iniciou as vistorias semanais. No total do ano, os pesquisadores já contabilizam 1.856 mortes, número que também ultrapassou 2013 (1755) e 2012 (1194).  Somente em agosto, 1342 pinguins foram achados sem vida.
O biólogo Maurício Tavares afirma que a grande maioria dos animais encontrados é jovem e, portanto, inexperiente. Não foram detectadas lesões externas ou manchas de óleo, o que leva os pesquisadores a acreditarem que a mortalidade é fruto do processo de seleção natural.  Porém, há outros fatores que também influenciam.
Mais de 700 pinguins foram encontrados mortos em vistoria (Foto: Ignacio Moreno/Ceclimar) 
Mais de 700 pinguins foram encontrados
mortos em vistoria (Foto: Ignacio Moreno/Ceclimar)
“Sempre que temos eventos climáticos, cresce o número de mortes. Esse ano nós temos o El Niño, que deve atingir o Brasil. E há também o lixo nas praias. As pessoas podem ajudar muito os animais marinhos separando o lixo, fazendo a coleta seletiva. Dos pinguins que fazemos autópsia, de 40% a 50% têm resíduos plásticos no estômago”, aponta Tavares.
Segundo o Ceclimar, os meses de maior recebimento de pinguins no setor de reabilitação são julho e agosto, o que também indica a maior incidência dos animais nas praias gaúchas. A entidade avisa que, caso as pessoas encontrem espécies vivas na beira-mar, o correto é avisar os pesquisadores através do telefone (51) 3627-1309.
G1
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