20 de jun de 2014

Por segurança, Quênia pede que cidadãos assistam jogos da Copa em casa

Posted by Semeando Paz on 20.6.14No comments

Mortos no Quênia (AP)
Ataques na costa queniana já deixaram 60 mortos desde o domingo passado
O governo do Quênia pediu a seus cidadãos que assistam às partidas da Copa do Mundo em casa em vez de fazer isso em "espaços abertos, lotados e inseguros".
O aviso foi feito depois de que ataques na costa queniana deixaram 60 mortos no domingo e na segunda-feira.
Os ataques ocorreram na cidade de Mpeketoni e num vilarejo próximo. O primeiro, em Mpeketoni, ocorreu enquanto pessoas assistiam a uma partida do Mundial.
As ações já são consideradas os mais violentas no país desde que membros do grupo extremista islâmico al-Shabab mataram 67 pessoas em um ataque a um shopping center na capital queniana, Nairóbi, em setembro passado.
O ministro do Interior queniano disse que, apesar de a segurança ter sido reforçada em todo o país, donos de bares e restaurantes devem tomar precauções para impedir atos violentos.
Segundo Paul Nabiswa, correspondente da BBC em Nairóbi, o pedido deve deixar muitos torcedores decepcionados, já que é um costume no país assistir a jogos de futebol em bares.

Vingança

Al-Shabab (AP)
O al-Shabab disse que ataques são vingança pela presença de tropas do Quênia na Somália
O al-Shabab assumiu a autoria dos ataques e disse que foram uma vingança pela presença de tropas quenianas na Somália e pelo assassinato de muçulmanos.
O Quênia enviou tropas à Somália em 2011 para ajudar o governo deste país no combate aos rebeldes.
No entanto, o presidente Uhuru Kenyatta responsabilizou "redes políticas locais" pela violência porque membros de um grupo étnico não-mulçulmano estavam entre os alvos dos ataques.
A maioria dos mortos eram membros da etnia kikuyu, como o presidente. Muitos quenianos acusam o governo de ajudar kikuyus a enriquecerem ao dar terras a eles.
Segundo o líder da oposição no Quênia, Raila Odinga, que era o primeiro-ministro em 2011, quando tropas foram enviadas à Somália, disse que é hora de rever a presença militar no país.
"Não acho que isso está contribuindo para nossa segurança nacional. Prefiro que nossas tropas voltem e sejam colocadas nas nossas fronteiras", disse Odinga ao programa Newsday, da BBC.
Enquanto isso, em algumas partes do norte da Nigéria, no oeste africano, a transmissão pública da Copa do Mundo foi banida por causa de ameaças feitas pelo grupo islâmico Bokom Haram.
Membros deste grupo foram acusados de serem os autores de um ataque a bomba que matou mais de 20 pessoas que assistiam a um jogo do Mundial na última terça-feira.
BBC
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