28 de jun de 2014

OMS teme disseminação internacional de ebola


"Médicos sem Fronteiras" carrega corpo de vítima do vírus Ebola em Guekedou (AFP)
África Ocidental vive maior surto em números de casos, mortes e em relação à distribuição geográfica
A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse considerar necessário que sejam tomadas "medidas drásticas" para conter o surto de ebola na África Ocidental.
Cerca de 400 pessoas morreram desde o início do surto, que começou na República da Guiné e se espalhou para as vizinhas Serra Leoa e Libéria.
É o maior surto em números de casos, mortes e em relação à distribuição geográfica.
A OMS teme a possibilidade de "propagação internacional".
A organização enviou 150 especialistas para a região para ajudar a prevenir a propagação do vírus, mas admite que "houve aumento significativo" no número de casos e mortes.
O surto começou há quatro meses e continua a se espalhar.
Até agora houve mais de 600 casos e cerca de 60% das pessoas infectadas com o vírus morreram.
A maioria das mortes ocorreu no sul de Guekedou, na região da República da Guiné.
O diretor regional da OMS para a África, Luis Sambo, disse: "Este não é mais um surto específico de cada país, mas a crise de uma sub-regional e é preciso uma ação firme."
"A OMS está seriamente preocupada com a propagação transfronteiriça em curso para os países vizinhos, bem como o potencial de disseminação internacional", disse.
A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) alertou que o surto de ebola está fora de controle. A entidade teme que a epidemia se alastre mais ainda caso não haja uma forte resposta internacional.

O ebola

O ebola é uma febre hemorrágica grave causada pelo vírus ebola e não tem vacina ou cura.
A doença é transmitida pelo contato com os fluidos de pessoas ou animais infectados, como urina, suor e sangue. Os sintomas incluem febre alta, sangramento e danos no sistema nervoso central.
A taxa de mortalidade do ebola pode atingir 90% dos casos. O período de incubação é de dois a 21 dias.

BBC
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