5 de jun de 2014

Bordeis e prostitutas de Belo Horizonte são destaque dramático em jornal inglês


Imagem: Reprodução / Redes Sociais
Uma das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014, Belo Horizonte é conhecida como capital mundial dos bares, mas para Ewan MacKenna, repórter do jornal inglês The Independent, o que chama a atenção em BH são, na verdade, os 23 bordéis “escondidos” no centro na cidade. Em visita à capital mineira, o jornalista procurou conhecer as prostitutas que estão se preparando para o Mundial e relatou como é a precária vida das profissionais. “Como é o caso em todo o Brasil, espreite por trás da máscara e outra realidade olha de volta para você”, revelou em matéria publicada no último domingo (1).


MacKenna visitou vários pontos da cidade que receberá o último jogo da Inglaterra na primeira fase. Durante suas visitas, o jornalista conheceu os “points de sexo” de Belo Horizonte, contou como é a rotina das mineiras que ganham a vida com sexo e como elas estão se preparando para o grande evento. “Em um escritório vazio, no último andar de um centro comercial, cerca de 2 mil prostitutas que trabalham na cidade estão recebendo aulas de inglês gratuitas, a fim de lucrar com as seis partidas que o estádio Mineirão sediará (incluindo uma semi-final)”, escreveu.

O repórter conta ainda que, em cima de escadas estreitas, entre lojas do centro da cidade, estão os 23 bordéis mais famosos da capital. Segundo ele, os lugares são caracterizados pelo seu clima “sombrio e tão cinza que você poderia estar na antiga União Soviética, exceto pelo sol escaldante”. Ele ainda descreve os locais em detalhe, afirmando que “no interior, colado a uma parede suja estão fotografias eróticas e contornos do corpo”. “Os pisos são de concreto nu, enquanto o corredor se estende porta atrás de porta em pequenos quartos, onde as mulheres se encontram deitadas”, completou.

Durante toda a reportagem, MacKenna mostra estar impressionado com a situação que algumas pessoas que trabalham nesse meio, principalmente as mulheres, se encontram. Ele chega a comparar a “zona de Belo Horizonte” com uma prisão em condição precária ou um albergue que até os mais experientes mochileiros iriam recusar.

“Muitos podem se perguntar por que as mulheres passam esses riscos, mas a necessidade supera a escolha em uma nação de quase 200 milhões de pessoas”, destaca o jornalista. O britânico ainda complementa a reportagem com alguns dados negativos sobre o Brasil, afirmando que “as estatísticas são gritantes”. “Médias de analfabetismo de 10%, os relatórios mostram que 13 milhões estão desnutridos; 42.785 foram assassinados em todo o país no ano passado e há uma escassez nacional de 168 mil médicos”, finalizou.

Gabriel Lomasso
BHAZ
Editado por Folha Política
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