23 de jun de 2014

A lágrima e o grito


A lágrima e o grito
Não há maneira conhecida por mim, de desatar os “nós” de nossa unidade “corpomenteespirito”, sem derramar lágrimas.
O fundo das coisas profundas é molhado de lágrimas.
Não apenas lágrimas, é certo, tem a libertação e a respiração que amplia.
Nessa nova era de escolhas e velocidade, onde passado e futuro são apenas conceitos, onde a única realidade é o agora.
Nesse novo tempo, os grandes pensadores nos auxiliam na adaptação dessa nova realidade.
E nós, pessoas “em desenvolvimento” nos dedicamos a ampliar nossa consciência, através da abundância de informações disponíveis.
Eu vejo esse novo despertar de longe e a muito tempo, mas de perto eu vejo tristeza, violência, discórdia e desamor. Na mídias todos tem dentes brancos, hálito puro e resolvem tudo com muita eficiência e rapidez. Palavras recorrentes veiculadas na mídia:combate, guerra, contra, segurança, sonhos, etc. Novelas que atraem seres de todas as classes, concentrados ali, fora de si, fora do mundo, fora da realidade. Apenas trancafiados na “Realidade do Jornal Nacional”, que é a representação mais fiel da loucura coletiva. No dia seguinte, todos falam do mesmo assunto, usando as mesmas palavras ouvidas.
Isso também acontece nesse novo tempo.
A tristeza encubada no peito, o medo cristalizado nos rins, a paralisia nas articulações.
A alegria combativa que vemos na mídia, não representa nossa realidade profunda.
A doença e a loucura me acorda todos os dias e me cumprimenta através das notícias. Notícias que intercala uma desgraça com uma amenidade, fazendo coisas contrárias conviverem em silencio simpático e politicamente correto.
Pois é…Agora, se diante disso me entristeço e choro, estou deprimida, candidata a consumidora da indústria da loucura. Se me sinto ameaçada pela violência em gestos e palavras, estou paranóica e obviamente preciso medicação.
Tudo isso para que eu possa suprimir o que sinto e fazer como todo mundo: tomar cerveja e torcer por um time com os amigos, pular carnaval do jeito que conseguir e continuar uma pessoa produtiva, proativa, aditivada, supertudo com extratudo, mesmo que para isso tenha que tomar os antibióticos, antidepressivos, ansiolíticos.
E se depois de tudo a tristeza permanecer, pelo menos torne-se uma boa consumidora e ajude aos industriais farmacêuticos a aumentarem sua fortuna.
Se eu não sinto, não dói, e se não dói, eu não me liberto, pois não aprendo a lição que os dissabores da vida me oferecem para crescer em humanidade.
Um AIIIIIIIIIII bem alto e respirado para quem puder e quiser ouvir.
A dor existe, é difícil e ela passa. Podemos sentir e expressar.
Sandra Moreira De Almeida
CorpoInConsciencia
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