9 de abr de 2014

Papa pretende estudar uniões entre casais do mesmo sexo, diz cardeal.

Pontífice afirma que Igreja deve buscar os motivos que levaram alguns países a aprovar o casamento gay, segundo cardeal de Nova York




Papa Francisco acena para a multidão na Praça de São Pedro, no Vaticano
Foto: MAX ROSSI / REUTERS
Foto: Max Rossi/Reuters
VATICANO — O Papa Francisco quer estudar as uniões homossexuais para entender por que alguns países optaram por sua legalização, afirmou neste domingo o cardeal de Nova York, Timothy Dolan, em mais um movimento de abertura em relação a um tema tabu para a Igreja. Em entrevista ao programa “Meet the Press”, da emissora americana NBC, o cardeal ressalvou que o Pontífice não disse ser a favor do matrimônio gay, mas que “a Igreja deve buscar e ver as razões que levaram alguns Estados a aprovar uniões civis entre pessoas do mesmo sexo em vez de condená-las”.



Para Dolan, o casamento entre um homem e uma mulher não é algo que se refere somente à religião e ao sacramento, mas representa “um elemento de construção da sociedade e da cultura”.
- E se retirarmos o significado sagrado do casamento, temo que não só a Igreja sofra, temo que a cultura e a sociedade também sofram - pontuou.
Na semana passada, o Papa Francisco disse em uma entrevista ao jornal “Corriere della Sera” que é preciso analisar caso a caso as uniões civis para casais homossexuais, mas reiterou que “o casamento é entre um homem e uma mulher”.
Em outro comentário sobre o assunto que divide clérigos, o Pontífice argentino afirmou, no ano passado, que a Igreja tem o direito de manifestar as suas opiniões, mas não pode interferir espiritualmente nas vidas de gays e lésbicas. Ele criticou religiosos cada vez mais obcecados em pregar sobre o aborto, casamento gay e contracepção - e disse que escolheu não falar sobre isso.
Na viagem de volta à Itália, após a Jornada Mundial da Juventude no Brasil, em julho, Francisco saiu em defesa dos homossexuais, dizendo que “eles não devem ser discriminados e devem ser integrados na sociedade”.

O GLOBO (EMAIL)
COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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