1 de abr de 2014

15.500 fetos abortados foram incinerados para gerar energia em hospitais britânicos

O horror, ah, o horror!

O jornal britânico The Telegraph trouxe em 24/03/14 a assustadora notícia de que 15.500 fetos abortados (aí incluídos tanto os naturais como os provocados) foram incinerados como lixo hospitalar, sendo que boa parte deles serviu para gerar energia para 25 hospitais listados pelo National Health Service (NHS) do Reino Unido, uma espécie (mal comparando) de SUS britânico, que coordena os serviços de saúde pública no país.

A denúncia completa foi ao ar na noite daquele mesmo dia no programa Dispatches da TV Channel 4, mas o Telegraph adiantou alguns fatos estarrecedores.

Ao contrário do que você possa pensar, as estatísticas macabras consideram apenas os dois últimos anos e dão conta de que, por exemplo, o hospital Addenbrooke de Cambridge incinerou 797 fetos com menos de 13 semanas de gestação, enquanto o de Ipswich queimou 1.101 , sendo que - em ambos os casos - a finalidade foi produzir energia para ambos os nosocômios.

Ainda segundo a denúncia, os pais dos fetos abortados, sobretudo os espontâneos (casos de interrupção involuntária da gravidez), não teriam sido consultados a respeito do destino que seria dado aos restos mortais.

É de se imaginar que as sequelas emocionais em ambos os casos (abortos provocados e espontâneos) sejam difíceis de suportar, e o destino dos fetos passe a ser - infelizmente - secundário diante da culpa e da dor, mas isso não autoriza que deles se disponha sem o mínimo de consideração.


As autoridades sanitárias britânicas alegam que, apesar do horror retratado na notícia acima, a ampla maioria dos hospitais do Reino Unido segue os procedimentos recomendados de consultar o Human Tissue Authority, que é a entidade responsável por controlar o destino de fetos e cadáveres quanto ao transporte, descarte e encaminhamento a pesquisas científicas e transplantes, dando o tratamento adequado a cada caso.

A sociedade britânica acordou na terça-feira, 25/03/14, tendo que discutir, a partir de agora, maneiras de coibir essa prática macabra para dar fim ao horror. 

Talvez seja tarde demais.

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