17 de mar de 2014

Geração a fio d´água


Finalmente alguém colocou o dedo na ferida com relação à questão da geração a fio d’água. Embora eu não seja engenheiro, tenho convicção de que a geração a fio d’água é uma solução complementar à geração hidrelétrica a partir de usinas de reservatórios convencionais – trata-se de uma forma de aumentar a capacidade de  geração de uma usina já em plena operação, sem grandes intervenções adicionais no meio ambiente.

A sociedade brasileira precisa deixar de ser refém de grupos ambientalistas que nada mais desejam do que preservar um feudo cuja finalidade é criar dificuldades para vender facilidades e por consequência se locupletarem com os processos onerosos que antecedem os licenciamentos ambientais.

A questão ambiental associada aos grandes reservatórios é perfeitamente mitigável a partir da adoção de medidas compensatórias sérias, por meio do qual os empreendedores possuem total capacidade de repor ao meio ambiente no entorno da usina o bioma eventualmente afetado, preservando tanto fauna quanto flora (terrestres e aquáticas).

Os grandes reservatórios, além de produzirem energia elétrica a preços muito competitivos, tornam-se excelentes mecanismos de gestão hídrica (imensos armazéns de água), controladores de cheias (vide o Rio Madeira totalmente descontrolado), além de vetores de desenvolvimento de turismo (indústria menos poluente que existe), projetos agrícolas (horticultura e fruticultura) e piscicultura.

A contribuição ao desenvolvimento econômico de uma região geográfica, proporcionada por usina hidrelétrica, quando limitada apenas ao aspecto energético torna-se prejudicial à nação, por outro lado, pelo conceito de aproveitamento múltiplo do empreendimento, além de proporcionar desenvolvimento sustentável regional,  o custo inicial de implantação de uma usina de reservatório convencional, otimizando o potencial de geração do local de instalação da usina poderia perfeitamente ser compartilhado com os demais empreendimentos econômicos que passam a ser viabilizados com a criação do reservatório e ainda beneficiar-se da possibilidade de agregar a geração a fio d’água.

As usinas de reservatórios convencionais só fazem sentido econômico se todo o potencial econômico que elas proporcionam for explorado em benefício da criação de empregos, arrecadação de impostos e promoção do desenvolvimento social na região de seu entorno. Assim todos ganham: Empreendedores, Meio Ambiente, Sociedade e Governo.


Stephen Arthur Nunn é Eletricitário.

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