23 de dez de 2013

Estudo sugere que a vida é mais antiga do que a própria Terra


Aplicando a ciência da computação à biologia, pesquisadores levantaram a intrigante possibilidade de que a vida surgiu antes da própria Terra, tendo se originado fora do nosso sistema solar.
Estudo sugere que a vida é mais antiga do que a própria Terra
No filme de ficção científica Prometheus (2012), os blocos de construção da vida foram fornecidos por uma espécie de proto-humanos a partir de outro planeta.
A Lei de Moore é a teoria de que os computadores aumentam exponencialmente sua complexidade, dobrando sua capacidade de processamento a cada dois anos. Se aplicarmos a Lei de Moore para calcular a complexidade computacional dos últimos anos, vamos voltar para a década de 1960, quando o primeiro microchip foi inventado.
Agora, dois geneticistas aplicaram a Lei de Moore para a taxa na qual a vida na Terra cresce em complexidade – e os resultados sugerem que a vida orgânica surgiu muito antes do que a própria Terra. Nosso planeta se originou há 4,5 bilhões de anos, enquanto a tese afirma que a vida surgiu há pelo menos 10 bilhões de anos, quando o universo ainda era jovem.
Assim, mesmo que se matematicamente é possível que a vida tenha existido muito antes do que nosso planeta, fisicamente é possível? Os cientistas Alexei Sharov e Richard Gordon, autores do estudo, afirmam que sim. Quando o nosso sistema solar estava se formando, formas simples de vida podem ter sido trazidas (não somente para a Terra) em um processo denominado panspermia.
Os cálculos dos cientistas não são prova científica de que a vida antecede a Terra – não há nenhuma maneira de saber com certeza que a complexidade orgânica aumentou à uma taxa constante em qualquer ponto da história do universo.
“Há muitos elementos hipotéticos para nosso argumento… mas para fazer uma visão mais ampla, você precisa de alguns elementos hipotéticos”, disse Sharov.
Ainda assim, a ideia levanta outras intrigantes possibilidades. Se a complexidade genética avança em um ritmo constante, então o desenvolvimento social e científico de qualquer outra forma de vida alienígena na galáxia seria mais ou menos equivalente à dos seres humanos. Em outras palavras, pode existir algumas civilizações alienígenas inteligentes na Via Láctea.
O estudo de Sharov e Gordon traça um paralelo teórico e prático entre a origem da vida e a relação entre a vida e conhecimento. A evolução humana não aconteceu apenas no genoma, mas também dentro da mente, como a memória,  linguagem, cultura, entre outros fatores.
Ao aplicar a Lei de Moore – uma teoria originalmente concebida para explicar o desenvolvimento tecnológico – à vida, os geneticistas não estão simplificando a evolução, mas sim reconhecendo a sua extraordinária complexidade.
Embora muitos pesquisadores sejam céticos quando ao ponto de vista de Sharov e Gordon, eles sabem que hipótese mais provável da origem da vida na Terra é que ela de fato tenha vindo do espaço, através de colisões de cometas e asteroides. [LiveScience]

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