28 de nov de 2013

A CIA Treinou Prisioneiros de Guantánamo para tornarem-se Agentes Duplos!

Não muito longe dos escritórios administrativos do centro de detenção na Baía de Guantánamo, a CIA construiu oito pequenas casas que foram nomeadas como Marriott, por causa das amenidades oferecidas. Essas facilidades foram significativamente superiores àquelas impostas sobre as células dos prisioneiros comuns.
Com centenas de prisioneiros chegando na base naval em Cuba-EUA, a CIA projetou um programa para transformar os prisioneiros em agentes duplos. Estes prisioneiros foram alguns dos mais perigosos terroristas da Al Qaeda, que foram batizados como Operação Penny Lane.
O plano, executado entre 2003 e 2006 – foi projetado para infiltrar estes prisioneiros em células terroristas para operarem em seus respectivos países. Os agentes duplos então se tornariam informantes do governo dos EUA, como relataram funcionários ativos e aposentados.
O plano foi muito arriscado, pois como sempre havia a possibilidade de que, uma vez lançados em seus países, esses homens poderiam trair a CIA e conspirarem contra a América. Foi o que ocorreu em muitas ocasiões.
O programa foi criado durante os anos de Bush na casa branca, e também posou o perigo desses agentes decidirem dar mais uma volta ao seu estatuto e tornar-se agentes triplos, passando informações falsas para a sede da CIA em Langley. Isto também ocorreu, com informantes fornecendo informações erradas que finalizaram com o ataques de drones homicidas  a civis no Iêmen e Afeganistão.
Não há números exatos sobre o número total de prisioneiros que foram recrutados para operação Penny Lane, pelo menos não publicamente. No entanto, estima-se que apenas uma dúzia foi considerada e uma pequena fração do número acabou trabalhando para a CIA. No maior pico da ocupação, Guantánamo foi lar de 779 prisioneiros. Hoje existem 166 homens trancados naquela instituição.
>As oito pequenas casas que fizeram parte de Penny Lane, estavam escondidas atrás de uma pequena colina e fora de vista, devido à alta densidade de ervas daninhas e cactus. Penny Lane foi a contraparte de outra instalação secreta de Guantanamo, conhecida como Strawberry Fields, assim como Penny Lane, outra canção da lendária banda britânica, os Beatles. Lá eram mantidos prisioneiros de “alto valor”, e jamais podiam ver a luz do dia, até segunda ordem.
Aqueles que estavam no programa tinham uma existência que pode ser considerada privilegiada em Guantanamo. Essas condições incluíam coisas simples como ter uma cama, algo cujo os prisioneiros regulares não tem direito. Os bangalôs tinham privadas, cozinhas, chuveiros, sua própria TV e um pequeno pátio. De acordo com relatórios de AP, alguns prisioneiros poderiam, inclusive, receber material pornográfico.
Embora o número de agentes duplos recrutados ser muito pequeno, o programa atraiu a atenção do Presidente Bush, que se encontrou com um jovem que tinha regressado do Afeganistão, onde encontrava-se geralmente com agentes da CIA. Barack Obama também teve conhecimento do plano da CIA, embora somente após tomar posse em 2009. A organização de ataques de drones, baseada em informações falhas provenientes de agentes duplos continuou, apesar do resultado ser, geralmente, o assassinato de pessoas inocentes.
A infiltração da Al-Qaeda tem sido um dos objetivos a que maior esforço tem sido dedicado pela CIA. Candidatos que se juntaram às fileiras de Penny Lane, um composto ainda visível através de fotos de satélite, tinham de possuir laços legítimos com o terrorismo para tornarem-se de valor para a CIA. O homem tinha de ser capaz de restaurar os links com a rede terrorista.
O governo dos EUA tinha tantas esperanças em Penny Lane, revelou um ex-oficial da inteligência, que mesmo um par de estudantes paquistaneses nos Estados Unidos foram mantidos como empreendedores, em uma suposta tentativa de estabelecer ligações com a Al Qaeda. Outro ex-oficial sênior da inteligência disse que a libertação desses nunca aconteceu, de acordo com a AP.
Os prisioneiros concordaram em trabalhar para a CIA, em troca de diferentes motivos, como por exemplo, segurança e conforto financeiro para suas famílias. A CIA pagou milhões de dólares para esses agentes através de uma conta bancária, apelidada como “Pledge”.
Apesar do investimento caro, não sabemos se estes agentes duplos forneceram informações de valor para os EUA, ou se a espionagem resultou na captura de membros da Al Qaeda. Ao longo do tempo, alguns agentes, simplesmente pararam de passar informações e desapareceram do radar.
Funcionários entrevistados reconhecem que a Al Qaeda sempre estave ciente de que um programa desse tipo estava em operação, por isso sempre desconfiavam de qualquer um que voltasse, principalmente os mantidos em Guantánamo.
Fonte: Real Agenda
http://osbastidoresdoplaneta.wordpress.com/
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