11 de set de 2013

Agência reafirma morte de menina de 8 anos em lua de mel...na noite do casamento e após a relação sexual, a criança teve hemorragia e rompimento uterino, que causaram sua morte.

Apuração da agência de notícias Reuters indica que chefes tribais tentaram esconder a história. Menina casada com homem de 40 anos morreu de hemorragia causada por rompimento uterino

menina 8 anos lua mel
Autoridades do Iêmen negam morte de menina, enquanto veículos de imprensa reafirmam veracidade da história (Imagem – Ilustração)
A agência de notícias Reuters reafirmou nesta terça-feira (10/09) a história de uma menina de oito anos que teria morrido no Iêmen durante a lua de mel com seu marido de 40 anos, apesar de autoridades do país terem negado a morte ontem, segundo o Huffington Post e o jornal Gulf News.
O caso, que chamou atenção em todo o mundo, teria ocorrido no último sábado (07), mas veio a público na segunda-feira (09), sendo reproduzido por publicações como o jornal espanhol El País, o Daily Mail e o alemão Der Tagersspiegel. A criança, segundo Mohammad Radman, o jornalista que apurou a matéria, sofreu ferimentos internos no útero.
Arwa Othman, ativista pelos direitos humanos no Iêmen, disse à Reuters que a menina, conhecida apenas como Rawan, se casou com um homem de 40 anos na última semana, na cidade de Meedi. Segundo ela, “na noite do casamento e após a relação sexual, a criança teve hemorragia e rompimento uterino, que causaram sua morte. Eles a levaram a uma clínica, mas os médicos não puderam salvá-la”.

Othman afirmou também que as autoridades não tomaram qualquer ação contra a família ou o marido da menina. Dois habitantes de Meedi, consultados pela Reuters, confirmaram o incidente e disseram que chefes tribais locais haviam tentado acobertar a história quando foi publicada pela primeira vez, inclusive ameaçando um jornalista para que não apurasse os fatos.
Casamentos envolvendo menores de idade são comuns no Iêmen, apesar de protestos de instituições como a ONU e o Human Rights Watch. Em 2010, uma menina de 13 anos também morreu com ferimentos internos após ter sido forçada a se casar, de acordo com uma organização de direitos humanos que atua na região.
Discussões sobre o assunto foram postas de lado pela turbulência política que seguiu os protestos de 2011 contra o presidente Ali Abdullah Saleh e que levaram à sua deposição do governo.
com Opera Mundi
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